16.11.08

e eu ?

e eu no dia em que nasci não era nada
e nem depois, só faço quando marco alguma coisa
quando deixo algo de valor
nem sei quais eram os meus valores quando nasci
aprendi na guerra vivendo.

Isso era o que eu diria pra mim
era o que eu desejava e via enquanto crescia
Mas eu sempre crescerei.
Sempre serrei criança.
No máximo um adolescente.
Nada arcado
Nada singrado às próprias unhas
apenas um mar se esvaindo

E eu era um nada conquistando o barco assombrando do ser solidão.
Vagando nas impostas passagens de idades
Organizando tempos que iam contra a vontade.
Arborizando um jardim mais bonito.
Caindo na vida sem reparo
Abrindo o vácuo da luz do fim do túnel no centro de mim mesmo.


E parece que no fundo foi em vão.
Desperdicei tempo
Conheci gente
Tudo foi rápido e eu nem contava
só quando eu nem notava
Não passei
Exitei
Deidei de lado
foi largado
mal amado

Não armei e voltei a aprender
a rasgar a dor e sonhar
não fiz nem vislumbrar
já não era eu


E ele me lembrou disso
não era um homem
era uma dor de adolescente
um faovr de ter nascido
sem gratidão, pois o pensamento de ter a dor de perder já me era muito incomôdo e conhecido.

Eu agradeci pois tem coisas que nem sei que falei foi muita noite
foi muita mamata muita pernoitada
e eu e eu nem existia, ainda sou criança, ainda.


Tiago Felipe Viegas Carneiro 16/11/2008


P/ Tiago Felipe Viegas Carneiro

Um comentário:

Ju disse...

que belo! as crianças são nadas cheias de existência urgente. se ao crescermos nos deixassem continuar a vida sem os estigmas de porvires esperançosos seriamos menos tristes, não acha?