20.12.08

A que eu estava devendo

Tenho um amigo
que nunca me abandona
ele te limites e mos com eles nunca se atordoa
De decisão correta e paso bem pensado
de olhar mais atento
e sentido refinados
um padre, um padrinho
lê minha preocupação de madrugada
sabe o peso da matéria
e então cultiva a elegância pra alma
na própria caminhada
perfaz a alma inberbe
e o espírito de lutas lavadas.
Se guardasse rancor pra ele não valeria anda.
Sua vida é de fome sem nó no estômago
sua comida é a nata do leito do rio da gema do conhecimento
onde passa o passo é mais profundo
isso é o que dá ter amigo tão arguto.

Tiago Felipe Viegas Carneiro
19/12/2008
P/ SAULO a quem eu estava devendo essa poesia

2 comentários:

isadora disse...

Li e reeli dos de dezembro e novembro, e Tiago, você é um poeta! na peça que eu fazia, tinha um diálogo que era assim: "pode alguém compreender a vida enquanto ainda vive?"..."não, os santos e os poetas um pouco...".Divulga esse blog Tiago!!
gostei muito de várias. MAis a que eu mais gostei(e copiei), e que você incrivelmente escreveu as coisas que eu mais quero ter como atriz, foi a confiança, (p/ o Bis, né?) Linda, linda.
Vou voltar por aqui, parabéns coelho! beijinhos Isa.

Saulo disse...

Tenho poucos motivos pra ter orgulho... Ser teu amigo vale por todos!